Núcleo de Rebordões no Gerês
Sábado, 18 de Fevereiro, 8 Horas
da manhã, com os termómetros a registavam 1ºC…
Foi assim que começou a aventura
deste fabuloso grupo. Ao contrário do que me é
habitual, não usarei o registo jornalístico,
porque pretendo que seja a transmissão de uma
mensagem positiva, e não somente um registo
noticioso. Para início, é preciso ressalvar a
extrema pontualidade de todos, que para quem
conhece os 30 minutos típicos de tolerância,
para este tipo de atividades, por si só já era
um sinal de que algo de diferente estava a
acontecer…
Debaixo de um frio extremo, a
“patrulha” (não existe a figura no movimento
Adulto, mas permitam-me que a considere deste
modo) acompanhada das respetivas famílias, saiu
da Igreja de Rebordões para um encontro com a
Natureza, com o objetivo de viverem um
fim-de-semana segundo os ensinamentos do
fundador do escutismo, o saudoso Baden Powell.
Chegados ao local do acantonamento, ainda com
temperaturas baixas, chegou o momento de
distribuir as tarefas, e preparar todos os
equipamentos que seriam necessários para a
grande aventura. Após, o almoço e já com uma
temperatura mais agradável iniciámos, a viagem
de exploração dos míticos pontos do parque
natural da Peneda Gerês. O primeiro local foi o
miradouro velho a 834 metros, na fabulosa Pedra
Bela, onde uns perderam medos, outros
descobriram algumas artes naturais, como um
gigante ninho de aranha, soberbamente
salvaguardado pela vegetação local. Seguidamente
fomos explorar a Cascata do Arado, que a 750
metros, deslumbra tudo e todos pelo azul da sua
lagoa, e pela tripla queda de água, este local
proporcionou a todos belos momentos, uns que
recordaram antigas atividades de Verão com a
família escutista rebordoense, outros pela
aventura da exploração do local pela primeira
vez, e ainda outros que venceram fobias pelo
simples facto de quererem alguns ângulos
diferentes para fotografarem a cascata. Mas os
grandes exploradores deste local foram os nossos
filhos, que por sinal também escuteiros,
percorreram o pedrado leito do rio num
verdadeiro sentido de aventura. Mas com o
aproximar do pôr do sol, ainda tínhamos um ponto
para visitar, a povoação de Ermida, que com a
sua varanda natural permite uma perspetiva sobre
um paisagem como se de um quadro se tratasse,
composto por um paisagem rural, com respetivos
campos, animais e pequenas casas, debaixo da
sombra da majestosa montanha do parque natural.
A noite ficou marcada pelo convívio saudável
entre gerações, onde não faltou o festejo de
aniversário de um dos elementos mais novos,
assim como os cantares típicos, que um grupo
como o da FNA de Rebordões, nunca deixa de se
fazer ouvir onde quer que vá, levando a alegria
da vida e convívio por todos os locais por onde
passa. Antes do recolher ainda foi realizado um
pequeno raide noturno pelas ruas próximas do
local do acantonamento, já com temperaturas
quase negativas. No Domingo a manhã ficou
preenchida com a participação na Eucaristia,
seguida da confeção do almoço, isto porque esta
patrulha quando leva a família, esta é
convidada, logo quem cozinha são os homens. Já
antes do almoço, as esposas brindaram-nos com
uma oferta que nos marcará para sempre, pois
somos colecionadores de símbolos, e a sua oferta
foi um símbolo, não só do local, mas também do
marcante que foi a atividade e do fortalecer da
relação do grupo. Após o almoço, fomos em
direção há mata da Albergaria, via portela do
Homem, tendo descido para Vilarinho das Furnas
pelo belo trilho junto à albufeira, onde não
conseguimos ver a velha aldeia submersa, pelo
que nos ficamos pela visita à barragem e pela
arrebatadora visão que nos é possível assistir
de diversos pontos desta. Já com mais um dia a
chegar ao fim, não poderíamos deixar de fechar
esta atividade sem passar pelo belo castelo da
Povoa de Lanhoso, onde foi realizado um lanche
convívio. Como resultado deste fim-de-semana,
ficou uma experiência de superação a algumas
adversidades que somente um espírito de grupo, e
uma relação de amizade profunda poderiam
superar, que permitiram viver segundo os ideais
escutistas dois dias de convívio com a mãe
Natureza.



