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Fraternidade de Nuno Álvares - Escutismo Adulto |
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A Fraternidade
de Nuno Álvares (FNA), é uma associação de
Escuteiros Adultos, constituída por "antigos"
filiados do Corpo Nacional de Escutas (CNE)
– Escutismo Católico Português, que não puderam
ou não podem continuar no ativo nessa Associação, vivendo em
conformidade com a Lei, Princípios e Promessa
criados pelo fundador do Escutismo, Robert
Baden-Powell.
Uma Associação autónoma, de
âmbito nacional, sem fins lucrativos e que se
rege pelos seus Estatutos e Regulamentos e pelas
normas do direito (civil e canónico) vigentes.
Fins
-Desenvolver junto dos seus
Associados a prática do Escutismo Adulto, à luz
do ideal do Escutismo Católico.
-Manter viva a vivência da
Fé e do humanismo Cristão.
-Promover o serviço
voluntário e a ajuda ao próximo.
-Proteger a Natureza e o
meio Ambiente.
-Aumentar a amizade
escutista internacional.
Opção
Católica
A FNA é uma Associação
privada de fiéis que goza de personalidade
jurídica e se reafirma movimento da Igreja
Católica, cuja Fé e doutrina Cristã assume,
proclama e defende e a ela se encontra
vinculada.
Independência
A FNA é uma Associação independente de
qualquer ideologia política ou partidária, assim
como do
poder constituído.
Escutismo Adulto Internacional
A FNA é uma Associação membro de pleno
direito da
ISGF/AISG
- International Scout and Guide Fellowship /
Amitié Internationale Scoute et Guide – a
Fraternidade Mundial de Escuteiros e Guias
Adultos.
Divisa
"Alerta para Servir" - A
FNA escolheu para os seus Associados esta divisa
de forma a que seja sempre um apelo permanente
para cumprir os seus deveres e ajudar os seus
semelhantes em todas as circunstâncias.
Lema
"Uma vez Escuteiro - para
sempre Escuteiro" - O lema escolhido pela FNA é
um preceito que revela o verdadeiro espírito
escutista, universalmente usado.
Patrono
"S. Nuno de Santa Maria" -
Esta figura inesquecível foi escolhida para
patrono da FNA como o melhor exemplo de ideal
para os Escuteiros Adultos, tanto como homem,
herói e Santo.
Estruturas
Para atingir
mais facilmente os seus fins, está organizada; a
nível Nacional, Regional e
Núcleos, estrutura básica da FNA. (ver em
documentos)
Quotização
É um "dever" o
pagamento anual da quota regulamentar, condição
indispensável para que um associado possa ser
considerado como tal, para que possa ser
considerado no "pleno uso dos seus direitos.
Condições para Associados
-Tenham feito a Promessa Escutista no CNE
-Não sejam membros do CNE e já tenham completado
vinte e dois anos de idade
-Não estejam abrangidos pelos efeitos de sanções
disciplinares de órgãos Escutistas
-Professem a Religião Católica e cumpram as
normas e orientações da Igreja
-Mantenham fidelidade à Lei, Princípios e
Promessa Escutista
-Se comprometam em cumprir os Estatutos e
Regulamentos da FNA
Direitos
-Usufruir das regalias que
a FNA possa vir a proporcionar
-Participar nas atividades que a FNA organize
-Intervir e votar nas reuniões e conselhos, onde
por direito próprio o possa fazer
-Eleger e ser eleito ou nomeado, para os órgãos
da FNA
-Recorrer de processo disciplinar por ordem
hierárquica
-Utilizar os serviços do Espaço FNA
-Receber o Órgão Oficial
(por e-mail ou retirado do site)
-Possuir o cartão de Associado,
que o credencia como tal,
validado com a
vinheta da quota do ano em curso
-Usar o uniforme e distintivos
Deveres
-Contribuir para o
prestígio e expansão da FNA
-Participar ativamente nas ações promovidas
pela FNA
-Liquidar a quotização estabelecida anualmente
pela Associação, a nível Nacional, Regional e de
Núcleo
-Desempenhar da melhor forma, os cargos para os
quais tenha sido eleito e as funções para que
tenha sido nomeado
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Princípios do Escuta
1 - O Escuta orgulha-se da
sua Fé e por ela orienta toda a sua vida
2 - O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão
3 - O dever do Escuta começa em casa
Lei do
Escuta
1 - A Honra do Escuta
inspira confiança
2 - O Escuta é Leal
3 - O Escuta é útil e pratica diariamente uma
boa ação
4 - O Escuta é amigo de todos e irmão de todos
os outros Escutas
5 - O Escuta é delicado e respeitador
6 - O Escuta protege as plantas e os animais
7 - O Escuta é obediente
8 - O Escuta tem sempre boa disposição de
espírito
9 - O Escuta é sóbrio, económico e respeitador
do bem alheio
10 - O Escuta é puro nos pensamentos, nas
palavras e nas ações
Promessa
na FNA
Prometo, pela minha honra e
com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
Cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja
e a Pátria;
Auxiliar o meu semelhante em todas as
circunstâncias;
Obedecer à Lei do Escuta;
E ainda, cumprir fielmente os Estatutos e
Regulamentos da FNA;
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História da FNA
Foi no dia 21 de maio de 1939 que se realizou
uma grande confraternização de “antigos”
Escuteiros, no Sameiro em Braga, chamando aí
inúmeros adultos que recordaram os tempos
saudosos já passados. Organizada pelo Clã de
Nuno Álvares, de Braga, a confraternização
terminou ouvindo-se grandes apelos a que os
“antigos” se organizassem para ajudarem o CNE.
Nesse sentido e após aprovação em Conselho
Nacional do CNE, realizado em 1939, é criada a UAE – União dos Antigos Escutas. Esta Associação
apareceu sem autonomia e independência, mais
como uma nova Secção Escutista, sob a direção
dos Comissários Gerais do CNE, a todos os
níveis. Por estes e outros motivos a ideia não
vingou e foi desaparecendo pouco a pouco, sem
nunca atingir os objetivos para que tinha sido
criada. Em 1955, e após profunda reflexão sobre
o fracasso da UAE a Junta Central do CNE
resolveu, aproveitando a revisão dos Estatutos e
Regulamentos, criar a Fraternidade de Nuno
Álvares (FNA). Com a publicação do Guia do Corpo
Nacional de Escutas, em 27 de maio de 1955, é
publicado a definição e regulação. É anunciada
como Associação autónoma, com o objetivo de
manter unidos por um elo de fraternidade aos
Princípios do Escutismo Católico, todos os
elementos que, por condições particulares da sua
vida, não possam continuar em atividade na
Associação. São apresentadas, ainda, as
finalidades concretas da FNA, bem como a sua
ligação com o CNE, e a autorização para uso do
uniforme. Aqui e ali vão surgindo Núcleos de
“antigos” uns porventura mais disponíveis que
outros, auxiliando fundamentalmente os serviços
locais, regionais e nacional, para que o CNE não
parasse a sua ação educativa. Simultaneamente,
dentro das suas possibilidades, apoiavam a
Igreja e as suas comunidades. Naturalmente,
algumas Regiões foram-se organizando e
promovendo atividades para os seus Associados e
familiares. Com a democratização do 25 de abril
de 1974, viveu-se um período de certa
instabilidade associativa no CNE, o que levou ao
afastamento de vários dos seus dirigentes. Em
1976, um grupo de “antigos” dirigentes da Região
de Lisboa, agruparam-se com o fim de organizarem
a FNA a nível Nacional. Esse grupo foi
denominado “Equipa de Arranque”. Além de
procurarem estabelecer contactos com todos os
Núcleos e Regiões já existentes, as suas
principais finalidades eram elaborar os
primeiros Estatutos da FNA e proceder às
primeiras eleições a nível Nacional. No
Acampamento Nacional do CNE, que decorreu em
1978, em Ílhavo, Região de Aveiro, realizou-se o
1.º ACANAC da FNA, com a presença de cerca de
uma centena de Associados, que se reuniram em
Conselho Nacional, para então discutirem e
votarem os artigos dos Estatutos da FNA e
proceder às eleições. Durante os anos a FNA
começou a desenvolver-se e a crescer, com mais
intensidade a partir do ano de 2000. A FNA foi
sempre procurando encontrar o seu espaço, onde
os seus Associados se realizem totalmente. Esse
desejo foi concretizado com a criação do
ESCUTISMO ADULTO.
Muitos acontecimentos importantes se realizaram
até aos dias de hoje.
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No Verão de 1978
realizou o I Acampamento Nacional, em
Ílhavo, Aveiro. |
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No Verão de 1981
realizou o II Acampamento Nacional, no Campo de
S. Jorge - Aljubarrota, Leiria. |
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No Verão de 1983
realizou o III Acampamento Nacional, na Quinta
de Santo António, Calhariz, Sesimbra. |
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Em 2003, após
adesão ao Comité Português da Amizade dos
Antigos Escuteiros e Guias (AEG), a FNA é
integrada na ISGF - International Scout and Guide Fellowship, a
Fraternidade Internacional dos Escuteiros e
Guias Adultos.
ver |
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No Verão de 2003
realizou o IV Acampamento Nacional, em
Mangualde, organizado pela Região de Viseu.
ver |
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Em
2004
realizou a Peregrinação Nacional a Fátima, que
terminou com a Consagração da FNA a Nossa
Senhora de Fátima, sendo o início das
comemorações dos 50 anos.
ver |
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Para assinalar as
comemorações dos 50 anos da FNA, foi-nos
concedida por sua Santidade, o Papa João Paulo
II, a Bênção Apostólica. |
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No dia 19 de novembro de
2005, para assinalar os
50 anos da Associação foram realizados “Fóruns”
por todo o pais, para aprofundar o saber “Para
que serve a Fraternidade”, culminando no “Fórum
Nacional” realizado no Porto, de onde saiu o
“Plano Estratégico até 2010”. |
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No dia 26 de março de 2006,
a FNA participa na Peregrinação a Fátima,
organizada pelo CNE, dando início às
comemorações do Centenário da Fundação do
Escutismo no mundo. |
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No verão de
2006, realizou o V Acampamento
Nacional, em São Jacinto, Aveiro, organizado
pela Região do Porto.
ver |
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No ano de 2007 milhões
de Escuteiros da maior parte dos países e das
culturas do mundo aderiram à Promessa e à Lei do
Escuteiro, comemorando o Centenário do Escu(o)tismo
1907-2007 e os 150 anos do nascimento de Baden-Powell 1857-2007.Bento
XVI deu graças pelos cem anos da fundação do
Escutismo.
ver |
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Durante o ano de
2007, e no âmbito das
comemorações do Centenário do Escutismo, a FNA
foi responsável por trazer até Portugal o
projeto Chama do Centenário, em parceria com o
CNE.
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No dia 26 de abril de 2009
foi canonizado S. Nuno de Santa Maria, pelo Papa
Bento XVI em Roma e a FNA esteve lá
representada.
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No verão de
2009, realizou o VI Acampamento
Nacional, em Sintra, organizado pela Região de
Lisboa.
ver |
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No verão de
2009,
a FNA expõe na
Escola
Prática de Infantaria de Mafra, falando sobre a
Associação e S. Nuno.
ver |
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Em outubro de 2009, o
Comité Português de Antigos Escuteiros e Guias - AEG, de que a FNA faz parte, organiza em
Portugal, o XIII Encontro Mediterrânico da AISG
– Associação Mundial de Antigos Escoteiros e
Guias, que teve lugar em Tavira.
ver |
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No dia 25 de abril de
2010 comemorou o primeiro aniversário da
canonização de S. Nuno em Cernache do Bonjardim.
ver |
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A FNA viveu mais um momento
na sua história, nos dias 23 e 24 de
outubro de
2010, em Almada, ao organizar o primeiro
curso de formadores.
ver |
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No dia 22 de outubro de
2011, realizaram-se as Jornadas da FNA, em
Aveiro, sobre o tema "ESCUTISMO ADULTO - ANO DA AFIRMAÇÃO",
para o qual foram apresentados painéis e
discutidos os assuntos abordados numa plateia de
220 associados.
ver |

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S. Nuno de Santa
Maria - Patrono
da FNA

6 de novembro, dia de
S. Nuno
À Fraternidade de Nuno Álvares,
associação dos antigos filiados do CNE, foi-lhes indicado como
Patrono a figura notável e imortal de um ser humano que se destacou
ao longo de toda a sua vida, por defender os valores em que
acreditava e em que muito se aproxima dos princípios que os
Escuteiros Adultos, querem fazer todo o possível por cumprir. Essa
figura foi: D. NUNO ÁLVARES PEREIRA. É nesse contexto e com esta
personagem em que podemos assentar toda a nossa mística, nas suas
três grandes dimensões.
Primeiro, devemos vê-lo
como HOMEM, que desde o seu nascimento, pela educação que recebeu no
seio da sua família e dos mestres que teve, e ainda pela sua
juventude cheia de movimento e aventuras, vivida ao ar livre, muito
ajudou a formar o seu firme carácter. Devemos refletir que este
jovem aos 13 anos foi admitido na corte e posteriormente armado
cavaleiro, primeiro como pajem da Rainha onde foi completando a sua
formação e mais tarde como um militar audaz e valente. Já investido
e inspirado nas figuras reais ou fictícias como do Rei Artur e dos
seus companheiros da Távola Redonda, escolheu o seu pendão e junto
dele foi reunindo um grupo de fiéis soldados, que foi formando à sua
maneira. Em paralelo, acompanhou a sua vida levando uma vida
profundamente cristã, tanto como praticante como pelo exemplo dado.
Segundo, devemos admirar a
sua vertente de HERÓI, que o foi valorosamente com feitos
importantes e inesquecíveis, que passaram pelas encostas de Lisboa,
os campos dos Atoleiros, Aljubarrota, Valverde, chegando até às
terras de Ceuta, em África. É este exemplo que todos desejamos
imitar ainda hoje. Não desejamos ser uns meros heróis de capa e
espada nem tão pouco da banda desenhada ou do cinema. Queremos, sim,
ser heróis comuns na vida do dia a dia: o herói que arrisca a vida
quando se senta ao volante do carro para ir trabalhar ou levar os
filhos à escola ou mesmo quando viaja de avião ou navio em serviço
ou de férias. Queremos ser o herói que luta pela sobrevivência, para
criar a família e educar os filhos. Queremos ser o herói que
enfrenta o egoísmo, a vaidade, a corrupção, a falta de lealdade, a
inveja… tanto no escritório, na fábrica, na loja…como junto dos
amigos ou meramente conhecidos. Nuno indica-nos o caminho como um
líder, um chefe, um comandante e não como um indivíduo amorfo ou
estático, perante as dificuldades que surgem constantemente na vida.
Valente e não cobarde, animado e alegre e não enfadonho ou triste.
Sigamos, pois, o seu exemplo.
Terceiro, inspira-nos
ainda como SANTO, para chegar à santidade, objetivo final de
qualquer cristão. Não devemos esquecer a mensagem do Papa João Paulo
II, quando nos apelou: “não tenham medo de ser santos”.
S. Nuno ofereceu-nos, permanentemente, exemplos positivos, tais
como: de solidariedade, principalmente com os mais pobres; de
humildade revelada pelo abandono e doação da sua imensa fortuna, só
equiparada ao do próprio rei; a suavidade e a doçura pela vida pura
que levou, quando escolheu a Ordem dos Carmelitas, onde trocou as
ricas vestes e luzidia armadura, por um burel castanho de simples
monge. Era assim que desejava viver em profundo recolhimento os seus
últimos anos de vida, como servidor de Deus e fazendo o bem. Assim,
a população de Lisboa, logo começou a saudá-lo como Santo
Condestável.
Por analogia podemos comparar partes da sua vida com a
de um verdadeiro Escuteiro. Começou como escudeiro da Rainha e,
ainda, muito novo teve que fazer as “provas de admissão” que na
época eram normais: comportamento na corte, etiqueta nas refeições,
domínio das armas, treino constante de equitação, gosto pela leitura
e muitas outras provas. Depois de ultrapassadas com sucesso, foi
aprovado e investido como cavaleiro, aceitando voluntariamente as
suas leis e as do reino. De véspera ficou toda a noite em meditação
e oração, a que chamamos Velada de Armas. Na manhã seguinte, foi-lhe
vestido o arnês, recebeu as esporas, o elmo e por último recebeu a
espada, seguindo-se o ritual do juramento. Como madrinha teve a
própria Rainha. Todo este cerimonial leva-nos a comparar com a nossa
Velada de Armas ou Vigília de Oração e com a Promessa, quando o
Escuteiro já uniformizado e após a Promessa, recebe do Assistente o
lenço e da madrinha o chapéu ou o “beret” e por fim do chefe que o
saúda-o e cumprimenta, entrega-lhe a vara.
Todo o seu apoio e ajuda
foi dedicado ao Mestre de Avis, mais tarde D. João I, a quem D. Nuno
prometeu fidelidade e respeito, e pelo seu mérito pessoal levou-o a
alcançar o comando supremo do exército português, sendo designado
aos 25 anos Condestável de Portugal. É o caminho exemplar de um bom
Escuteiro que vai conquistando, ano após ano, as várias etapas de
progresso, competências, especialidades, prémios, até vir a alcançar
a honra de ser designado Cavaleiro da Pátria.
É este o nosso ideal,
que transforma uma simples boa ação em atos profundos de
solidariedade até mesmo de abnegação, por vezes com risco da própria
vida. Nessa galaria encontram-se imensos escuteiros heróis, por todo
mundo. É esta a nossa mística, que por um lado tem como cenário os
campos de batalha e por outro lado as lajes do Convento do Carmo, em
Lisboa, onde S. Nuno de Santa Maria veio a morrer em paz. Os seus
restos mortais encontram-se atualmente na Igreja de São
Condestável, também em Lisboa.
Quando alguém vos perguntar: Qual é a
mística da FNA? Contem-lhes esta história, à vossa maneira, não
esquecendo de chamar à atenção que ninguém cumpriu melhor os seus
deveres para com Deus, o Igreja e a Pátria que Nuno Álvares. Ele foi
um bom cidadão e filho de Portugal, lutando sempre pela sua
independência e a liberdade da Pátria. Foi, também, um bom filho,
marido e um esforçado pai, o que muito nos orgulha ter como Patrono
e modelo da nossa Associação.
São Nuno de Santa Maria, foi
canonizado em Roma, em 25 de abril de 2009, por sua Santidade o Papa
Bento XVI, e é celebrado liturgicamente no dia 6 de novembro. Este
texto não tem a pretensão de ser uma bibliografia sobre D. Nuno
Álvares Pereira, nem mesmo com a designação de S. Nuno de Santa
Maria, mas aconselhamos a quem desejar conhecer melhor a sua vida a
consultarem algumas das muitas obras existentes sobre esta gloriosa
figura. |

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Biografia de São Nuno de Santa Maria
(1360 –
1431)

Nuno Álvares Pereira nasceu em
Portugal a 24 de junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do
Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira,
cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do
Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o
seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo
assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das
famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da
rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por
ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade
de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua
união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em
tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde
viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque
de Bragança.
Quando o rei D. Fernando I morreu a
22 de outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D.
João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana,
que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha
do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou
Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o
exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado
na batalha de Aljubarrota (14 de agosto de 1385), a qual acaba por
determinar à resolução do conflito.
Os dotes militares de Nuno eram no
entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O
amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua
vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem
Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das
suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber
a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que
elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de
Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às
suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais
se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na
Batalha.
Com a morte da esposa, em 1387, Nuno
recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de
vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte
dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e
acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide
entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome
de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e
o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela
Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em
que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.
Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de
Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém
pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do
convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a
assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana
de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do
rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia
vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar
no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a
condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao
serviço do Senhor, de Maria a sua terna Padroeira que sempre
venerou, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.
Significativo foi o dia da morte de
frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de abril de 1431,
passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que
desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.
Mas, embora a fama de santidade de
Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos
tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais
acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e
prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de
natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci,
então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o
processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos
imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das
dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de dezembro
de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.
As suas relíquias foram trasladadas
numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até
que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato
Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata
que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo
sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em
vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A
descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns
fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas
reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da
Igreja.
O Postulador Geral da Ordem, P.
Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que
entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em
2000. Tendo sido levadas a cabo as respetivas investigações, o
Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de julho de 2008 a
promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e
durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o
Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de abril de
2009. |
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